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A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição na qual coágulos sanguíneos (trombos) se formam nas veias profundas, geralmente das extremidades inferiores (pernas e coxas). Esses trombos podem causar sintomas locais significativos e, mais importante, representar risco de complicações graves, como o tromboembolismo ou embolia pulmonar — quando o coágulo se desloca e obstrui artérias no pulmão.
A TVP é uma urgência médica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações potencialmente fatais e preservar a saúde vascular.
A formação de trombos venosos está associada a alterações na circulação e ao conceito de tríade de Virchow:
Internação prolongada
Viagens longas
Imobilização após cirurgias ou fraturas
Lesão vascular
Cirurgia recente
Uso de hormônios (como anticoncepcionais)
Gravidez e pós-parto
Câncer e tratamentos oncológicos
Doenças inflamatórias
Trombofilias hereditárias ou adquiridas
Outros fatores de risco incluem:
Identificar esses fatores é parte essencial da avaliação vascular completa.
Os sinais e sintomas podem variar, mas frequentemente incluem:
É importante lembrar que nem todos os casos apresentam sintomas óbvios, e a presença de fatores de risco deve aumentar a suspeita clínica.
A avaliação da TVP começa com:
Os exames de imagem são essenciais para confirmar o diagnóstico:
É o principal exame diagnóstico para TVP, permitindo visualizar o trombo, avaliar o fluxo sanguíneo e identificar obstruções nas veias profundas.
Indicados em casos específicos de suspeita de tromboses proximais (veias ilíacas ou veia cava), ou veias centrais (subclávias ou tronco braquio-cefálicos).
O diagnóstico precoce é decisivo para iniciar o tratamento adequado e reduzir riscos.
O tratamento da Trombose Venosa Profunda tem como objetivos principais:
A base do tratamento é a terapia anticoagulante, que impede que o trombo cresça e reduz o risco de novos coágulos.
Os anticoagulantes podem ser:
A escolha específica depende do perfil clínico, presença de comorbidades e avaliação especializada.
O tratamento endovascular de trombos extensos é indicado em casos selecionados de trombose venosa profunda de veias calibrosas, especialmente quando há grande volume de trombo, sintomas importantes, risco de complicações ou comprometimento significativo do retorno venoso.
Diferentemente do tratamento exclusivamente clínico, essa abordagem utiliza técnicas minimamente invasivas guiadas por imagem para atuar diretamente sobre o trombo, com o objetivo de reduzir a carga trombótica, restaurar o fluxo venoso e diminuir o risco de sequelas a longo prazo, como a síndrome pós-trombótica.
A indicação é individualizada e pode ser considerada em situações como:
A avaliação especializada é fundamental para definir riscos e benefícios em cada caso.
O procedimento é realizado por meio de acesso venoso percutâneo, utilizando cateteres específicos posicionados diretamente no local do trombo, sob controle por imagem. As técnicas podem incluir:
Em casos selecionados, pode ser necessário o tratamento de compressões venosas associadas, com angioplastia e implante de stent, para restaurar o fluxo adequado e reduzir o risco de recorrência. É o que ocorre em tromboses por Síndrome de Cockett (compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita).
Nem todo paciente com trombose venosa profunda extensa necessita de tratamento endovascular. A decisão depende de:
Aqui, cada caso é avaliado de forma criteriosa, com foco em segurança, evidência científica e melhor resultado funcional a longo prazo.
O filtro de veia cava inferior é um dispositivo utilizado em situações específicas no tratamento e na prevenção da embolia pulmonar. Sua principal função é impedir que coágulos formados nas veias profundas dos membros inferiores migrem para os pulmões, reduzindo o risco de complicações potencialmente graves.
A indicação do implante do filtro ocorre, principalmente, quando:
O procedimento é realizado por meio de técnica endovascular minimamente invasiva, através de punção venosa. O implante é guiado por imagem, garantindo precisão e segurança.
Os filtros utilizados são removíveis, permitindo sua retirada após a resolução do risco tromboembólico. A decisão pelo uso do filtro, assim como o momento adequado para sua retirada, deve ser feita de forma individualizada, após avaliação criteriosa por cirurgião vascular.
Medidas preventivas são fundamentais em pacientes de risco:
✔ Movimentação precoce após cirurgias ou imobilização
✔ Uso de meias de compressão graduada
✔ Controle rigoroso de fatores de risco (peso, tabagismo, hipertensão)
✔ Avaliação de risco trombótico individual
✔ Anticoagulação profilática quando indicada
A prevenção pode reduzir de forma significativa a incidência de TVP e suas complicações.
A tromboflebite é a inflamação de uma veia associada à formação de um coágulo sanguíneo, geralmente acometendo as veias superficiais, mais próximas da pele. Diferentemente da trombose venosa profunda, a tromboflebite costuma ocorrer com maior frequência em veias varicosas.
Embora, na maioria dos casos, seja uma condição menos grave que a TVP, a tromboflebite não deve ser subestimada, pois pode evoluir ou estar associada à trombose venosa profunda em situações específicas.
A tromboflebite pode estar relacionada a:
Pacientes com varizes têm maior risco de desenvolver tromboflebite superficial.
Os sinais e sintomas mais comuns incluem:
Diferentemente da TVP, o inchaço do membro costuma ser mais localizado.
A tromboflebite exige avaliação vascular especializada principalmente quando:
Nesses casos, há risco de progressão para trombose venosa profunda, o que modifica completamente a conduta.
O diagnóstico é clínico, confirmado por ultrassom com Doppler venoso, exame fundamental para:
O Doppler orienta de forma segura a melhor estratégia de tratamento.
O tratamento depende da extensão e da localização do trombo e pode incluir:
O objetivo é aliviar os sintomas, evitar progressão do trombo e reduzir o risco de complicações.
Tanto a TVP quanto a tromboflebite fazem parte do espectro da doença tromboembólica venosa e exigem:
Aqui, cada paciente é avaliado de forma completa, com foco em segurança, prevenção de complicações e cuidado vascular contínuo.
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