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As fístulas arteriovenosas (FAV) são consideradas o padrão-ouro de acesso vascular para hemodiálise, por oferecerem maior durabilidade, melhor desempenho dialítico e menor risco de infecções quando comparadas a outros tipos de acesso.
A criação e o acompanhamento da fístula exigem avaliação vascular especializada, planejamento cuidadoso e seguimento contínuo, garantindo que o acesso esteja adequado e funcional para o tratamento.
A fístula arteriovenosa é uma conexão cirúrgica entre uma artéria e uma veia, geralmente realizada no braço. Essa ligação faz com que a veia receba maior fluxo e pressão arterial, promovendo seu aumento de calibre e espessamento da parede, processo conhecido como maturação.
Após amadurecer, a fístula torna-se adequada para as punções repetidas necessárias durante a hemodiálise.
A fístula arteriovenosa é o acesso preferencial porque oferece:
✔ Menor risco de infecção
✔ Menor chance de trombose
✔ Maior durabilidade a longo prazo
✔ Melhor eficiência da hemodiálise
✔ Menor necessidade de intervenções repetidas
Sempre que possível, a fístula deve ser planejada antes do início da diálise, de forma programada.
A avaliação para criação de fístula é indicada para:
A avaliação precoce aumenta significativamente as chances de sucesso da fístula.
Antes da cirurgia, é realizada uma avaliação detalhada do sistema vascular, que inclui:
Esse planejamento permite escolher o melhor local e tipo de fístula, aumentando as taxas de maturação e funcionamento adequado.
As fístulas podem ser criadas em diferentes regiões, conforme a anatomia do paciente. As mais comuns são:
A escolha é sempre individualizada, priorizando preservação do acesso vascular ao longo da vida do paciente.
A criação da fístula é um procedimento cirúrgico realizado geralmente com:
Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia ou em curto período de observação.
Após a cirurgia, a fístula necessita de um período de maturação, que pode variar de 4 a 8 semanas, dependendo das características vasculares do paciente.
Durante esse período, são realizados:
Embora seja o melhor acesso disponível, a fístula pode apresentar complicações, como:
A detecção precoce dessas alterações permite intervenções corretivas, muitas vezes por técnicas endovasculares.
A fístula exige acompanhamento regular para:
Quando necessário, podem ser realizados:
Mesmo após a criação adequada, a fístula arteriovenosa pode apresentar alterações ao longo do tempo, como estreitamentos (estenoses), redução do fluxo ou dificuldade para punção, comprometendo a eficiência da hemodiálise.
O salvamento da fístula tem como objetivo restaurar e preservar o acesso vascular, evitando sua perda e a necessidade de novos procedimentos cirúrgicos ou uso prolongado de cateteres.
O salvamento e a angioplastia da fístula podem ser indicados quando há:
A identificação precoce desses sinais é fundamental para o sucesso do tratamento.
A angioplastia da fístula é um procedimento endovascular minimamente invasivo, realizado por meio de punção e guiado por imagem, que visa dilatar os segmentos estreitados da fístula ou do circuito venoso associado.
Durante o procedimento:
O objetivo é restabelecer o fluxo adequado e prolongar a vida útil da fístula.
✔ Preserva o acesso vascular existente
✔ Evita a criação de novas fístulas
✔ Reduz a necessidade de cateteres temporários
✔ Procedimento minimamente invasivo
✔ Recuperação rápida
Na maioria dos casos, o paciente pode retornar rapidamente à rotina de diálise.
O sucesso da hemodiálise depende diretamente de um acesso vascular bem planejado e acompanhado. A atuação do cirurgião vascular é essencial em todas as etapas:
Aqui, o cuidado é contínuo, técnico e individualizado.
Se você tem doença renal crônica ou já realiza hemodiálise, a avaliação vascular é fundamental para garantir um acesso seguro, duradouro e funcional.
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