Síndrome de May-Thurner/Cockett - Entenda a Doença e Saiba Como Tratar

Síndrome de May-Thurner/Cockett – Entenda a Doença e Saiba Como Tratar

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A Síndrome de May-Thurner ou Síndrome de Cockett é uma patologia na qual a artéria ilíaca comum direita comprime a veia ilíaca comum esquerda quando se cruzam na pelve. Esta condição gera uma oclusão parcial da veia por dois motivos principais:

  • 1. compressão mecânica da veia pela artéria contra a coluna vertebral;
  • 2. hipertrofia ou espessamento da camada íntima da veia que ocorre progressivamente devido ao trauma crônico local gerado pela pulsação da artéria por cima desta veia. Condição normal do organismo, artéria e veia se cruzam sem interrupções em várias partes do corpo, porém em algumas pessoas a formação genética pode levar a esta compressão.
  • Em todos os casos registrados, 72% são mulheres entre 20 a 50 anos de idade. No entanto a doença é rara (acomete cerca de 2% das pessoas com insuficiência venosa crônica).

    Síndrome

    A compressão causada na Síndrome de May-Thurner pode ter como consequência a formação de varizes pelvicas e varizes no membro inferior esquerdo. A consequência mais grave é a trombose venosa profunda (TVP) do membro inferior esquerdo, que muitas vezes acomete desde o local da compressão até veias distais da perna.

    Sintomas do Síndrome de May-Thurner

    Muitas pessoas não sabem que são portadoras desta condição, por isso ela muitas vezes só é identificada após um quadro de trombose venosa profunda. Alguns sinais podem auxiliar no diagnóstico:

    • Varizes nas perna esquerda mais avançadas que na perna direita
    • Edema no membro inferior esquerdo
    • Sensação de peso e latejamento no membro inferior esquerdo
    • Trombose venosa profunda extensa no membro inferior esquerdo

    Como é Feito o Diagnóstico?

    Para diagnosticar a Síndrome de May Thurner / Cockett é preciso grande suspeita clínica durante a avaliação inicial, pois em fases iniciais pode ser assintomática. Presença de Insuficiência Venosa Crônica muito mais acentuada no membro inferior esquerdo levanta a suspeita, bem como histórico de trombose venosa profunda neste membro sem outras causas.

    Um ou mais exames complementares são necessários para a elucidação do diagnóstico. Exames que podem ser solicitados são:

    Ultrassom Doppler Venoso de cava e ilíacas: exame não invasivo, visualiza o fluxo de sangue nas veias ilíacas e identifica possíveis pontos de compressão. Também identifica trombose venosa profunda.

    Angio-Tomografia pélvica com fase venosa: Neste exame é necessária a injeção de contraste para que os vasos sejam visualizados e o ponto de compressão visualizado.

    Angio-Ressonância Magnética pélvica: Também é realizada a injeção de contraste para avaliação das veias pélvicas e compressão venosa. Juntamente com a Angiotomografia, fecha o diagnóstico na grande maioria dos casos.

    Flebografia com Ultrassom Intravascular (IVUS): muitas vezes os exames anteriores não são suficientes para realizar o diagnóstico. Para a flebografia é realizada uma punção na virilha (para acessar as veias) e uma injeção de contraste diretamente na veia acometida. Avalia-se então o fluxo venoso, se há ou não compressão venosa e a presença de circulação colateral venosa e varizes pélvicas. Neste mesmo procedimento pode ser necessário o uso do Ultrassom Intravascular, um ultrassom que navega por dentro do vaso e consegue visualizar exatamente o grau e o local de compressão, auxiliando inclusive para a escolha do tamanho do stent que será utilizado para o tratamento.

    Como tratar a Síndrome de May Thurner / Cockett

    Casos avançados com sintomas importantes ou que já provocaram complicações como trombose venosa tem indicação de correção cirúrgica.

    O tratamento é realizado via endovascular, através da angioplastia venosa. Realiza-se uma punção na coxa ou na virilha e um fio guia e um cateter são introduzidos dentro da veia. O local de compressão é dilatado usando balões e por fim é implantado um stent venoso, para que a veia mantenha-se aberta e permite novamente a passagem do sangue.

    Casos em que se apresentam com trombose venosa aguda de veia ilíaca são tratados inicialmente através da trombólise para remover os coágulos. Após este tempo cirúrgico é possível identificar o local da compressão e fazer o tratamento através da angioplastia.

    Trata-se de um tratamento minimamente invasivo e com boa eficácia. A Dra. Nayara Cioffi Batagini possui especialização em Cirurgia Endovascular.

Respostas de 87

  1. Dra. Nayara: Eu tenho episódio de esclerite idiopática nos olhos com frequência há mais de 8 anos. Tenho feito acompanhamento com oftalmologista, reumatologista, gastro e meus exames são bons. Nada aparece ligado a uma doença autoimune no qual todos são unânimes em dizer que tenho uma doença autoimune independente de aparecer nos exames. Recentemente tive uma trombose na perna esquerda diagnóstico a síndrome de cocket, fiz a angioplastia da veia ilíaca. Pergunto: poderia ser esta síndrome a causa da esclerite? Ela pode ser considerada autoimune??

    1. Olá, Rita! Para que eu possa ajudá-la, é necessária uma consulta para avaliação completa do seu caso e dos seus exames. Entre em contato conosco através dos números para agendamentos e informações (11) 9 4460.7932 | 3129.7100. Estamos localizados na Rua Dona Adma Jafet, 74, Conj. 155, Bela Vista, São Paulo/SP. Será um prazer te atender. Abraço!

  2. Olá Dra. Fui diagnosticada com síndrome de cocket, coloquei o stent, e após um ano o stent está ocluso, segundo médico está obstruído novamente. Você me aconselharia nova cirurgia para desobstrução??? Tenho 38 anos de idade.

    1. Olá, Mariaa! Para indicar um tratamento para o seu caso, é necessário uma consulta para avaliação. Entre em contato conosco através dos números para agendamentos e informações (11) 9 4460.7932 | 3129.7100. Ficarei feliz em te atender. Abraço!

  3. Olá Dra. Fui diagnosticada com essa síndrome e fiz a angioplastia em 2020. No entanto, assim que saí da sala de cirurgia, senti uma forte dor na coluna e no ciático, que tem me acompanhado diariamente desde então. Finalmente descobri esse ano que tenho um abaulamento discal em L4-L5 e uma protusão discal em L2-L3 (que irradia para a perna esquerda). Gostaria de saber se a colocação do stent pode ter causado o abaulamento e se há tratamento para a dor na coluna neste caso, pois minha qualidade de vida piorou bastante. Lendo os comentários, vi que mais de uma pessoa relata dor nas costas por conta da cirurgia. Todos os tratamentos que fiz nesses 3 anos não resolveram o problema.

    1. Olá, Luciana! Para conduta médica adequada, é necessário uma consulta médica para avaliação detalhada do seu caso. Entre em contato conosco através dos números para agendamentos e informações (11) 9 4460.7932 | 3129.7100. Estamos localizados na Rua Dona Adma Jafet, 74, Conj. 155, Bela Vista, São Paulo/SP. Será um prazer te atender. Abraço!

  4. Olá , Dra fiz uma angioplastia há uns 10 anos , tinha 27 anos , hj com 37 minha perna esquerda continua inchada, qse n melhorou nada, a dor sim , porém hoje ando sentindo muito formigamento e cansaço. Será q vou ter q fazer uma outra angioplastia? E essa síndrome é pra sempre?

    1. Olá, Adriana! Para entender melhor o seu caso, é necessário uma consulta médica para avaliação completa e detalhada. Entre em contato conosco através dos números para agendamentos e informações (11) 9 4460.7932 | 3129.7100. Estamos localizados na Rua Dona Adma Jafet, 74, Conj. 155, Bela Vista, São Paulo/SP. Ficarei feliz em te atender. Abraço!

  5. Boa noite! A pouco tempo fui diagnosticada com essa sintrome de may thumer o médico disse que descobrir por um acaso. Sinto dores nas pernas sensação de peso, passei por um vascular ele me receitou usar meias de alta compreensão. Estou usando ele disse que dava para eu viver normalmente com isso caso agrava-se eu voltaria para outro exames. Tenho 24 anos esses dias tenho sentido mas encomo na perna esquerda e visto ela um pouco inchada algumas varizes o que a senhora acha devo procurar o vascular novamente? E gostaria de saber se poço fazer academia e caminhada?

    1. Olá, Lurdes! É importante você realizar o acompanhamento com um(a) médico cirurgião vascular para avaliação do seu caso. Entre em contato conosco através dos números para agendamentos e informações (11) 9 4460.7932 | 3129.7100. Estamos localizados na Rua Dona Adma Jafet, 74, Conj. 155, Bela Vista, São Paulo/SP. Será um prazer te atender. Abraço!

    2. Dr Nayara, eu tenho a veia safena superficial da perna esquerda incompete, diagnosticada por dopller, e também a síndrome de cockert, aguardando para fazer o exame com contraste para saber como está a compressão, tenho lido muito a respeito sobre a cirurgia já que o médico disse que seria a opção caso seja my thunder. Mas pesquisando a fundo vi vários relatos aqui de que a outros métodos de tratar outras formas de cirurgia, inclusive um estender com filtro para evitar que os trombos subam para os pulmões e coração para quem não pode tomar anticoagulante. A Dr poderia falar um pouco sobre o assunto já que pra quem é portador dessa síndrome ficar mais por dentro do assunto.. desde já obrigada Doutora!

      1. Olá, Juliana! Sou especialista no diagnóstico e tratamento da Síndrome de May-Thurner/Cockett. Além do conteúdo que apresento aqui no meu site, tenho também, conteúdo no meu canal do Youtube. Acesse pelo link https://www.youtube.com/watch?v=xbF02LId8FU (Dra. Nayara Cioffi Batagini – Cirurgia Vascular) e conheça um pouco mais sobre o assunto. Nossos números para agendamentos e informações são (11) 9 4460.7932 | 3129.7100. Fique à vontade para entrar em contato conosco. Será um prazer te atender. Um abraço!

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