Saiba Quais São os Sintomas da Doença das Carótidas

Saiba quais são os Sintomas da Doença das Carótidas

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Por ano, aproximadamente 50 milhões de pessoas morrem vítimas de acidentes vasculares cerebrais (AVC) causados por doença das carótidas. O alto número de fatalidades se dá graças às características assintomáticas que a doença, também conhecida como estenose da carótida, possui.

O AVC é a principal causa de mortes no Brasil, o tipo mais comum da doença é o embólico, que pode ocorrer de duas maneiras, a primeira caracteriza-se pela formação de um fragmento de sangue coagulado (êmbolo) no coração que viaja pelos vasos sanguíneos até atingir o cérebro. O segundo tipo, forma-se na artéria carótida, uma placa de aterosclerose, que, em um dado momento se rompe, enviando cálcio, colesterol e fragmentos de sangue coagulado em direção aos vasos cerebrais.

Saiba quais são os Sintomas da Doença das Carótidas

Em ambos os casos, os êmbolos e fragmentos causam a oclusão das artérias que alimentam o cérebro, que, sem receber a irrigação necessária, causa a morte de parte de suas células.

O que é Doença das Carótidas

As artérias carótidas são responsáveis pelo transporte do sangue rico em oxigênio direto do coração para o cérebro. Existem duas artérias que estão posicionadas paralelamente uma em cada lado do pescoço. A principal função dessas artérias é levar o sangue para a grande parte anterior do cérebro, ao qual são atribuídas as principais funções do corpo, como as funções motora, sensitiva, de fala e pensamento, entre outras.

Contudo, as carótidas não são as únicas artérias com tais atribuições, as artérias vertebrais, que se originam das artérias subclávias, transportam o sangue desde a coluna cervical e alimenta a parte posterior do cérebro, responsável pelo equilíbrio.

A doença das carótidas ocorre quando há o estreitamento da artéria normalmente causado por depósito de gordura (aterosclerose) agravando-se com o passar dos anos.

O estreitamento provocado pela aterosclerose causa a oclusão da artéria e por consequência, prejudica a irrigação sanguínea do cérebro, podendo, a depender da gravidade, ocasionar um acidente vascular cerebral, que além das elevadas taxas de mortalidade, pode deixar sequelas neurológicas que podem comprometer diretamente a qualidade de vida do indivíduo.

Como Diagnosticar a Doença das Carótidas

Em alguns casos pode não haver sintomas da doença das carótidas, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante, visto que em muitos casos, a descoberta da doença ocorre tarde demais, apenas quando há o acidente vascular.

Portanto, havendo a menor suspeita, é importante consultar-se com um cirurgião vascular. O exame preliminar pode ser feito com um estetoscópio, com o qual o profissional se vale de sons anormais, chamados de sopro, para diagnosticar a doença da artéria carótida.

Contudo, as características assintomáticas da doença em alguns casos, podem exigir uma triagem (check-up vascular) completa.

Os testes diagnósticos podem incluir:

  • Ultrassom Doppler de Carótidas: Exame feito para estudar em tempo real a circulação e forma das artérias carótidas e vertebrais, focado no estudo da condição da parede arterial para a identificação de estenoses por placas de aterosclerose e fluxo sanguíneo nas artérias.
  • Ultrassom duplex carotídeo: Um procedimento de imagem que usa ondas sonoras de alta frequência para visualizar as artérias carótidas para determinar se há estreitamento. Este é o teste mais comum utilizado para avaliar a presença de doença da artéria carótida.
  • Angiograma da carótida: Procedimento de imagiologia invasivo, no qual um cateter é inserido dentro de um vaso sanguíneo no braço ou na perna e guiado para as artérias carótidas com auxílio de uma máquina especial de raio-x. Exame feito para avaliar ou confirmar a existência de estreitamento ou oclusão das artérias carótidas.
  • Angiografia por ressonância magnética: um tipo de imagem de ressonância magnética (MRI) que utiliza um campo magnético e ondas de rádio para fornecer imagens das artérias carótidas, que em muitos casos não podem ser oferecidas por exames radiográficos, ultrassons ou tomografias computadorizadas.

Fatores de Risco

Os principais fatores de riscos ligados à doença das carótidas são os mesmos observados em indivíduos com histórico de infarto do miocárdio ou obstrução arterial dos membros, são eles:

  • Tabagismo.
  • Hipertensão arterial.
  • Diabetes mellitus.
  • Colesterol elevado.
  • Obesidade.
  • Sedentarismo.
  • História familiar.

Sintomas da Doença das Carótidas

Nos primeiros estágios a estenose da carótida pode ser assintomática e o primeiro sintoma da doença das carótidas pode ser o AVC propriamente dito. Contudo, o sintoma mais comum da doença, além do AVC é o AIT, ataque isquêmico transitório (alterações transitórias que podem variar de alguns minutos até algumas horas). O ponto crucial é que estes sintomas costumam desaparecer em até 24 horas, ter um AIT significa um alto risco de AVC e o médico deve ser procurado imediatamente.

Além disso, outros indícios dos sintomas da doença das carótidas podem liderar a suspeita de AVC, são eles:

  • Dor de cabeça súbita, intensa e sem causa conhecida.
  • Perda repentina da visão de um dos olhos.
  • Perda da força e sensibilidade em um dos lados do corpo.
  • Dificuldade de falar ou de compreensão.
  • Tontura ou perda do equilíbrio.

Tratamentos

Identificar a presença ou não de sintomas da doença das carótidas precocemente é de suma importância para a escolha do tratamento, além disso, o grau de obstrução das artérias define qual o tratamento adequado para cada paciente.

Contudo, independente da gravidade da obstrução, a mudança urgente no estilo de vida é necessária, tais como:

  • Alimentação saudável, com baixo teor de gorduras saturadas, colesterol e sódio.
  • Prática de exercícios físicos, regularmente, ao menos 30 minutos por dia.
  • Controle a pressão alta, colesterol, diabetes e doenças cardíacas.
  • Parar de fumar.
  • Manter o peso ideal.

Alguns medicamentos anti-plaquetários podem ser receitados, pois reduzem o risco de acidente vascular cerebral e outras complicações advindas de doenças cardiovasculares.

Outras drogas também podem impedir que as plaquetas se prendam às paredes dos vasos sanguíneos, que podem ser prescritas individualmente ou em combinação com medicamentos anti-plaquetários.

Casos mais delicados, em que a doença está mais avançada é indicado o tratamento cirúrgico, visando reduzir as chances de AVC em pacientes que não apresentam sintomas da doença das carótidas e sequelas neurológicas em pacientes que já tiveram derrame.

Existem dois tipos de cirurgia de carótida, são elas:

  • Endarterectomia
    Durante a endarterectomia ou cirurgia aberta é realizada uma incisão cervical para se ter acesso à artéria obstruída, em seguida as placas de aterosclerose são retiradas do interior da carótida, devolvendo fluxo sanguíneo normal ao cérebro.
  • Angioplastia de carótida
    A angioplastia de carótida é uma técnica endovascular minimamente invasiva, consiste na introdução de stents e balões delicados para abertura da artéria ocluída. Neste procedimento, não existe a necessidade de realizar cortes e sim uma punção, normalmente através da virilha para introduzir os dispositivos.

Cuidados Pós-operatórios

A depender do tipo de cirurgia, os pacientes passam por pelo menos 24 horas de cuidados intensivos, principalmente na cirurgia aberta, visto que o dia seguinte à cirurgia pode ser o mais perigoso do processo de recuperação (ao menos 5% dos pacientes são acometidos por complicações potencialmente fatais).

Ao receber alta, as atividades físicas devem ser severamente limitadas, por muitas semanas, evitar dirigir e avisar ao cirurgião caso tenha fortes dores na cabeça, garganta inchada, ou qualquer outro tipo de alteração visível no funcionamento do cérebro.

Além disso, no tempo aconselhado pelo cirurgião, o paciente deve retornar às atividades físicas regularmente e adotar uma alimentação saudável.

A Drª Nayara Cioffi Batagini é graduada em medicina com especialização em cirurgia vascular e endovascular pela Universidade de São Paulo (USP) e possui especialização para diagnosticar e tratar os sintomas da doença das carótidas. Agende uma consulta e cuide de sua saúde em primeiro lugar.

Respostas de 317

  1. Bom dia me chamo Elizabeth e gostaria de tirar uma dúvida. Sinto uma dor por trás do meu ouvido direito que desce até por trás da clavícula tamém doi a cabeça do mesmo lado (direito ) tem haver com as carótidas

      1. Olá Dr (a)! Tudo bem?

        Se possível sanar algumas dúvidas, nem sei como agradecer. À minha mãe tem 74 anos, já teve um AVC, afetado o lado esquerdo do braço é perda da fala. Fora isso, a situação da carotidas, também não é nada bom, 90% do lado esquerdo da artéria, está entupida, é do lado direito 70% mesmo caso. Resumindo, terá que fazer um procedimentos cirúrgicos em breve, será que à minha mãe aguenta à cirurgia? EU fico apreensivo, por que escuto dos médicos, que a mesma pode há vim falecer. Lógico, que tenho um entendimento, que todas cirurgia têm seus perigo.

        Att,
        Rafael

        1. Rafael, se ela está com alto grau de estenose nas duas carótidas, provavelmente o risco dela ter outro AVC é maior que o risco da cirurgia. Converse com o médico dela!

  2. Olá! Dra Nayara!
    Andei tendo fortes enxaquecas, tonturas e uma fraqueza no corpo.
    Há dois dias sinto umas fisgadas do lado direito do meu pescoço, coisa que nunca senti e o sintoma de fraqueza continua…
    Tenho uma alimentação balanceada entre frutas e legumes, feijão e arroz e outros(agora o que como muito é frituras)…. Parei no mês de abril de fazer exercícios físicos, mas era assídua, depois que a academia fechou, não fiz mais, até tentei em casa, mas estou trabalhando em Home Office o que ocupa boa parte do meu tempo.

    1. Boa tarde, tenho 32 anos e a uns 7 dias estou sentindo uma dor no pescoço do lado direito, na altura da garganta. Doi quando aperto e movimento o pescoço. Não sinto dor ao me alimentar e a dor parece ser na veia. O q pods ser?

  3. Olá. Tenho histórico de carotidas obstruidas na família, meu avô. Sinto dor na cabeça quando deito rapidamente, além de sertir os vasos sanguíneos da cabeça pulsarem fortemente com frequência. Há necessidade de procurar um médico devido a esses sintomas?

  4. Drª fiz exame doppler colorido de artérias carótidas e vertebrais. Resultado espessura do complexo médio intimal mede 1,2mm a direita e 0,9mm a esquerda.
    IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA:
    ? Espessamento do complexo médio- intimal à direita. Foi o cardio quem solicitou, mas pelo li trata-se de algo para um vascular. Devo me consultar com um médico vascular? Fico grata.

  5. Boa noite Tenho uma dor do lado esquerdo atrás da orelha e dói a cabeça tb desse lado que a vista chegaf a alterar e doi o ombro tb, peço para meu marido fazer massagem a dor irradia mais ainda, será que tem ago a ver com a carótidas?

  6. Bom dia Dra. sinto uma dor repentina e muito forte do lado esquerdo do pescoço, que irradia para trás do ombro e passa rapidamente, sinto que é dentro da veia, e acontece raramente! Achei que ia me dá um treco!
    Desde já agradeço!

  7. Dra, quando você faz US doppler e não encontram a carotida esquerda. É perigoso? A médica ficou um bom tempo a procura, fiz 2 exames e ambas médicas não acharam a carotida esquerda

  8. Boa tarde. Eu estou sentindo fraqueza no braço esquerdo e uma dormência. Minha pressão as vezes fica alta. Peguei o resultado do ultrassom com dopler das carotidas e acusou acúmulo de placas na carotida esquerda preciso procurar logo um hospital? Ou posso esperar o dia da consulta com o cardiologista?

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